“Olhe nos meu olhos, e me diga o que você vê. Melhor. Não responda. Eu vejo, uma mulher com as mão sujas de sangue, uma mulher fria, calculista; que cometeu o seu maior erro ao se apaixonar por um cara que tinha os olhos banhados de sangue, pelo vilão, pelo bandido. Uma mulher que deixou de ser a mocinha, para poder viver ao lado de sua paixão. Sim! Fique feliz. Viste o que deixei para trás pra viver esse nosso amor bandido? Viste no que me tornei? Tenho a certeza que irei queimar no mais profundo inferno, por tua causa. Por que a única coisa que me salva do que me tornei é esse nosso amor alimentado ódio! Por que ti sabes que nós odiamos com uma paixão inrreconhecivel, que ultrapassa a razão. E te digo. Eu hoje olho em meus olhos eu não me vejo. Só te vejo. E garanto com a minha vida, que em minhas vidas seguintes, olharei em meus olhos e só te verei. Tu me prendeste na única prisão da qual eu não sairia. Me prendeste em um corpo sem coração! Roubaste o meu coração pra ti. E não me devolvas, sinta tudo o que ti me provoca. Que eu sentirei tudo o que ti provoco. Porque teu coração é meu e não devolverei. E se um dia alguém te matares irei até inferno te vingar. E depois viveria, até o fim. Não me mataria, pois deste a mim teu coração e não, eu não o mataria. Nem se eu tivesse que viver na mais profunda agunia. Eu não mataria a última parte tua salva. Por que o coração que tens ai é o meu! E o que eu tenho aqui é o teu. Tu sabes. Você é meu, nem o diabo, nem mesmo Deus, tem uma parte tua. És todos meu! Do mesmo jeito que eu sou só tua e de mais ninguém. Venha aqui e olhe nos meus olhos e diga que nunca fiz nada por ti.